quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PERSEGUIÇÃO


O que faz um indivíduo parar para refletir sobre as questões sociais é o presenciamento dos fatos do dia-a-dia. A que ponto o ser humano é capaz de chegar para passar por cima dos outros ou tirar vantagens com o poder que lhe foi concedido? Percebemos nos meios de comunicação ou até mesmo em rodas de conversas assuntos dessa natureza. Convencer pessoas que você é humilde, simples e humano, nada adianta se no momento em que se está “por cima” jamais olha para trás para ver se está ou não prejudicando os outros. Indivíduos dessa natureza devem pensar que sempre estarão com o poder de ditar e ordenar as regras. O que tem de errado “fulano” ou “cicrano” estar colaborando em outras tarefas após cumprir suas funções?
Vemos nos filmes perseguições de polícia e ladrão, gato e rato. Na síntese o contexto de perseguição é um conjunto de ações repressivas realizadas por um grupo específico sobre outro do qual se demarca por determinadas características religiosas, culturais, políticas ou étnicas. Onde está à democracia em que um ser humano não pode escolher o que faz da vida e quando escolhe é perseguido, prejudicado ou ameaçado? Falar que jamais servirá dois deuses, e quando voltamos a um passado, não muito distante, temos relatos de um cidadão que necessitou muitas vezes trabalhar em dois serviços para cumprir o seu papel de chefe de família, sendo que a título de colaborador qualquer um pode exercer esse bem, pois trabalhar nunca fez mal a ninguém, muito menos ajudar e colaborar. Quanta demagogia no mundo em que vivemos hoje, onde “quem pode mais chora menos”. Mas, será que vai ser sempre assim? Se depender de pessoas sérias, responsáveis e, acima de tudo, humanas achamos que não. Permita-nos citar Túlio Cícero que usando as sábias palavras de filósofo disserta: "Quem quiser governar deve analisar estas duas regras de Platão: a primeira, ter em vista apenas o bem público, sem se preocupar com a sua situação pessoal; a segunda, estender suas preocupações do mesmo modo a todo Estado, não negligenciando uma parte para atender outra. Porque quem governa a República é o tutor que deve zelar pelo bem de seu pupilo e não o seu: aquele que protege só uma parte dos cidadãos, sem se preocupar com os outros, induz no Estado o mais maléfico dos flagelos, a desavença e a revolta."