terça-feira, 28 de outubro de 2008

Opinião ................Nunca na história deste país...

Fonte: O Estado de S. Paulo

José Pastore*

Escrevo este artigo no dia 24 de outubro de 2008, 79 anos depois de a Bolsa de Nova York ter quebrado por completo, o que provocou um dos maiores pânicos da sociedade moderna.

Pois bem, na véspera do monumental desastre, o presidente Herbert Hoover disse à Nação: "Nós na América estamos perto do grande triunfo sobre a pobreza. Nunca na história um país chegou a esse ponto."

Mesmo depois, Hoover acreditava que os problemas seriam resolvidos em pouco tempo, confiando no papel "salvador" das grandes obras do governo central e dos Estados.

Mas o medo levava os empresários a cortar investimentos a cada dia. Em 21 de novembro, Hoover reuniu os industriais na Casa Branca para pedir a manutenção dos empregos e dos salários. Henry Ford prometeu até um aumento de salários. Os construtores asseguraram investir cerca de US$ 2 bilhões em novas obras. Do seu lado, o presidente conseguiu do Congresso um grande corte de impostos para estimular as empresas.

Em 18 de fevereiro de 1930, Hoover garantiu que o pior havia passado. No entanto, ao longo de todo o ano e em 1931 o barco foi à deriva. Mesmo assim, numa reunião de empresários (1932), o presidente afirmou: "A prosperidade está na esquina."

Foi a derradeira manifestação de otimismo, pois logo em seguida o republicano Hoover perdeu a eleição para o democrata Franklin Delano Roosevelt.

Vi muitas coincidências entre o 24 de outubro de 1929 e o de 2008. Nesse dia, as bolsas do mundo inteiro também desabaram. Os trilhões de dólares injetados nos bancos geraram mais desconfiança. Os sinais foram todos trocados a ponto de a Opep reduzir a oferta de petróleo e seu preço baixar.

Os americanos assustados, como em 1929, abriram espaço para os democratas fazerem barba e cabelo em 2008, elegendo Barack Obama para presidente e a maioria nas duas casas do Congresso. O mesmo desfecho político.

Mas, nos dias de hoje, o abatimento tomou conta de todos os países ricos. As expectativas dos consumidores e dos investidores passaram para o negativo. As empresas já revêem seus planos. O grande ícone da economia real – as montadoras de veículos – decidiram fechar fábricas e cortar a produção e o emprego.

A preocupação no Brasil é praticamente a mesma. O pêndulo do otimismo passou para a apreensão e, para muitos, para o pessimismo. Não é para menos. O Banco Central mostrou todos os seus dentes e o dólar subiu. Liberou compulsórios e o crédito minguou. O medo da inadimplência se espalhou como metástase.

Acertadamente, o governo aprovou medidas para ajudar os agricultores, construtores e fabricantes de automóveis. Com isso, conseguiu adiar o anúncio dos cortes de produção já programados para 2009 – anúncio que agravaria ainda mais o clima de incerteza.

É evidente que os recursos do governo não são suficientes para financiar a produção e o consumo. Mas foram de grande importância para, interinamente, evitar a erosão total da confiança e manter um nível razoável de emprego.

Sim, porque por trás de tudo está o emprego. Quem empresta quer ter a certeza de que os tomadores terão condições para devolver. Quem produz quer ter segurança de que vai vender. Para tanto, emprego e renda são cruciais.

Ganharam publicidade as teses dos que defendem aumentos de gastos públicos, como fez o Prêmio Nobel Paul Krugman. O importante, porém, é fazer o gasto certo. Esse não é o forte do governo atual. Sem contar os juros, o grosso dos gastos federais tem sido com salários e assistência social. Em 2007, foram despendidos cerca de R$ 110 bilhões com a folha salarial e R$ 337 bilhões com a assistência social, incluindo a Previdência.

Ou seja, nos tempos de normalidade, o Brasil praticou um assistencialismo galopante que bem se justifica nas horas de graves crises. Onde buscar agora o dinheiro para ajudar os mais vulneráveis se a crise se arrastar?

Essa é a conseqüência mais nefasta das políticas que, para garantir popularidade, comprometem a sustentabilidade.

As reformas – sempre consideradas urgentes – foram engavetadas. Hoje, no meio desse tsunami econômico, só nos resta dizer: nunca na história deste país desperdiçamos uma quadra tão gloriosa da economia na qual crescíamos na carona do mundo.

*José Pastore é professor de relações do trabalho da Universidade de São Paulo

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Você acredita que o voto tenha efeito transformador para o país?


O voto é um instrumento democrático pelo qual utilizamos para eleger nosso representante, e ter conquistado esse direito significa muito dentro do contexto da história nacional. O sufrágio universal e o voto feminino são exemplos dessa conquista. Desse modo, elegemos alguém indiferentemente de nossa raça, crença ou classe social.

Portanto, o caráter transformador do voto consiste no seu poder. O eleitor poderá, se achar justo, abdicar desse direito, anulando-o, como poderá também escolher, dentro de seus critérios, seu candidato. Uma vez escolhido cabe ao cidadão cobrar pelo seu direito de ser representado, talvez um dos elementos que falte a nossa cultura e que está em processo de mudança e discussão na mídia. O que seria se todos votassem em branco como Saramago discute no Ensaio sobre a lucidez? Não sei, mas acredito piamente que cabe aos homens fazerem a história como diz Marx, só que desta vez sabendo que a fazem, isto é, os cidadãos não devem somente votar mas mudar seu cotidiano discutindo, cobrando também de seus parlamentares, analisando a história deles, seu partido e suas propostas factíveis, votando não por questões de interesse pessoal, mas de interesse geral como melhorias na educação, lazer, saúde, moradia, etc.
O voto com consciência de seu poder de legitimidade e a vida de cada indivíduo e o que ele realize, como sendo algo sem interesses próprios e de seu mérito pessoal, talvez seja o método e o efeito transformador para o país.



sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O PT ANTES DA POSSE..."Leia de cima para baixo e depois de baixo para cima"


O PT ANTES DA POSSE:

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
Não lutaremos contra a corrupção
Porque, se há algo certo para nós é que
A honestidade e a transparência são fundamentais
Para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
As máfias continuarão no governo, como sempre
Asseguramos sem dúvida que
A justiça social será o alvo de nossa ação
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
Se possa governar com as manchas da velha política
Quando assumirmos o poder faremos tudo para que
Se termine com os marajás e a negociata
Não permitiremos de nenhum modo que
Nossas crianças morram de fome
Cumpriremos nosso propósito mesmo que
Os recursos econômicos do nosso país se esgotem
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

O PT DEPOIS DA POSSE: LEIA DE BAIXO PARA CIMA!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

DEPUTADO PAULO BORGES SE PRONUNCIA SOBRE A CRISE DA CULTURA ...


Em função da crise institucional gerada pela discussão pública entre a Secretária da Cultura do Estado Mônica Leal e a Presidente do Conselho estadual de Cultura. O Deputado optou por não defender nem uma nem outra mas sim a classe artistica e a comunidade cultural que está abandonada. Comentam na Assembléia que este foi um dos melhores discursos sobre cultura ja feitos no Plenário.

Esta é a íntegra do discurso do Deputado.

“É constrangedor o momento vivido pelo Rio Grande do Sul na gestão pública da área cultural. Não fosse a arte e a cultura muito fortes e seus significados muito superiores a toda essa baixaria que estamos assistindo, estaríamos fadados ao fracasso dos grandes projetos culturais que nasceram e sobrevivem, apesar deste emaranhado de desacertos que em nada contribuem para o desenvolvimento do setor.

Neste momento é importante separar o joio do trigo e por esta razão, lembro que sempre existiram produtores interessados apenas nas benesses do Estado ou nas migalhas que sobram dos banquetes do poder mas, em contrapartida, existem dezenas de abnegados, idealistas e trabalhadores da produção cultural que realizam eventos com muita dificuldade e que asseguram a sobrevivência da arte, do folclore e da pesquisa no Rio Grande do Sul.

A criação da Lei de Incentivo a Cultura trouxe um novo fôlego para a cultura gaúcha, mas é necessário que o poder público, em conjunto com a sociedade, defina aquilo que chamamos de Política Cultural, que não pode estar ao sabor de gestores nem sempre comprometidos ou conhecedores das reais necessidades do setor.

Quando, já no ano passado defendemos mais recursos para o Fundo Estadual de Cultura, é porque pensamos que cabe ao Estado fomentar e viabilizar a existência daqueles segmentos culturais que têm pouco apelo midiático, aquelas realizações que, embora importantes para suas Cidades ou regiões, não têm o apelo popular de grandes produções cujos ingressos na maioria das vezes ultrapassam os R$ 100,00.

É hora de repensar e investir no folclore que não sobreviverá sem investimentos públicos, porque jamais interessará às grandes empresas pesquisar as raízes étnicas ou as manifestações de um setor da sociedade. Agora é o momento de pensar no possível intercâmbio cultural entre grupos de teatro, o lançamento do primeiro CD de centenas de bandas que surgem com alta qualidade musical e morrem por total e absoluta falta de amparo; nas centenas de autores adormecidos porque o preço de uma edição é proibitivo. Está na hora de rever os nomes dos mesmos beneficiários que, entra governo e sai governo, continuam no alto de suas prepotências dando ordens aos verdadeiros artistas que, sobrevivem com sua arte, apesar dos Governos.

Defendo, mais uma vez, que esta Casa analise o Fundo Estadual de Cultura para que o mesmo seja definitivamente implantado. Proponho que discutamos os critérios utilizados pelas Estatais e Secretarias de Estado para o apoio à eventos ou projetos; Sugiro que os técnicos da LIC nos expliquem como levam dois ou três anos para analisar uma prestação de contas.

A Zero Hora de ontem traz os depoimentos de intelectuais e artistas sobre este caso e o momento para ouví-los não poderia ser mais adequado. É a hora de reforçarmos os mecanismos de financiamento da cultura através do Fundo Estadual de Cultura e de protegermos a Lei de Incentivo.

Não desejo ver esta Casa tratar deste desagradável incidente como mais um fato político, e sim, quero ver esta Casa discutindo e propondo alternativas para a cultura forma consciente de que os maiores prejudicados com tudo isto são os atores, os músicos, os poetas, os cineastas, os escritores, os escultores, os artistas plásticos, e são estes que quero ver o Estado protegendo. É para isto que nós parlamentares estamos aqui.”

FONTE:

Acessoria do Dep. Paulo Borges DEM-RS


Agredecimentos Marco Aurélio e Paulo Duarte Filho

sábado, 11 de outubro de 2008

MENSALÃO: ELES SEGUEM MANDANDO...


Eles estão voltando como se nada tivesse acontecido. São os mensaleiros, a quadrilha responsável pelo maior escândalo de corrupção da história do país. Na festa de aniversário dos 62 anos do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu em Brasília, nesta semana, mostraram publicamente que seguem mandando e desmandando no governo. A ministra Dilma Rousseff capitaneou o time do primeiro escalão do governo que marcou presença na festa de Dirceu. A senadora petista Ideli Salvatti (SC) chegou de carro oficial do Senado. Além da "mãe" do PAC, marcaram presença os ministros José Múcio (Relações Institucionais), Hélio Costa (Comunicações) e Orlando Silva (Esportes). Entre os convivas, também estavam os deputados José Genoino (SP) , José Mentor (SP) e Paulo Rocha (PA), todos réus do mensalão, esquema encabeçado pelo anfitrião da noite. Movendo-se com desenvoltura em todos os centros de poder, os mensaleiros só seguem no comando porque assim decidiu o presidente da República. Que sempre foi e sempre será o chefe de todos eles.

FONTE: Blog 25 DEMOCRATAS

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Estamos chegando...25 DEMOCRATAS


Após 4 anos, estamos chegando novamente agora com 2 vereadores representando nossa bancada do DEM na Câmara Municipal de Vereadores de São Pedro do Sul - RS.
Estaremos sendo representados por 2 grandes nomes...

1-Vereador Ângelo Parcianello, 64 anos, nascido em 16/02/1944, casado, possui o Ensino Fundamental Completo, Aposentado (Exceto Servidor Público), possui uma longa experiência na vida política sendo vereador em outros mandatos e várias vezes secretário municipal, tendo recebido nessa eleição 759 sendo o Segundo mais votado no município e o Primeiro mais votado do partido, Ângelo é com certeza uma força que ganha a Câmara de Vereadores por sua experiência de vida.


2- Marcelo Dutra de Melo, 35 anos, nascido em 11/06/1973, casado, está cursando o Técnico em Segurança no Trabalho, é Técnico de Eletricidade, Eletrônica e Telecomunicações, chega na vida púbica como a grande revelação política em nosso município, chega com garra e determinação para cumprir o seu papel como vereador sempre com responsabilidade e honestidade, obteve nessa sua primeira eleição 401 votos sendo assim o Sétimo mais votado no município e o Segundo mais votado do partido. Com Marcelo Dutra A Força das Novas Idéias ganha seu espaço em São Pedro do Sul.

Temos a desejar a esses dois grandes amigos e colegas toda a sorte do mundo e que nos próximos 4 anos possam ter o máximo de êxito na vida pública.

Boa Sorte Amigos.


Não esquecendo também de nossos outros colegas de partido que também souberam fazer o seu papel com raça e vigor na busca de uma vaga no legislativo municipal sendo eles...

... GILBERTO LAMPERT, que ficou como Primeiro Suplente com 368 votos.

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FATIMA METZ, ex-vereadora e colega de partido que obteve 338 votos.

-HUGO TORREL, grande nome que nos deu uma grande força com o seu orgulho de ser São-pedrense obtendo 196 votos.

A esses colegas e amigos só temos a agradecer que graças a eles obtivemos uma grande votação em nosso partido se tornando um exemplo, também agradecemos a nosso atual Vice-Prefeito, Pres. Municipal do DEM e "Pai" de todos, Sr. José Gilmor Bassotto pelo seu exemplo, amizade e confiança dedicada a nós Democratas.
E para finalizar agradecemos aos nossos eleitores e ainda, aos colegas de coligação que também são responsável pelo nosso sucesso.

Obrigado.