sexta-feira, 25 de junho de 2010

Alvaro Dias já apoiou Lula e teve nome vinculado a dossiê




Potencial vice de José Serra na corrida presidencial, o senador paranaense Alvaro Dias já teve episódios de conflito com o seu partido, o PSDB. Ele foi expulso da legenda em agosto de 2001, após ter assinado o pedido de instalação na CPI da Corrupção, que apuraria irregularidades na gestão Fernando Henrique Cardoso. Filiado ao PDT no segundo mandato do governo FHC, chegou a apoiar o então rival à gestão tucana, Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito de outubro de 2002.

De volta ao PSDB, Dias se tornou uma das vozes de oposição mais ferrenhas ao governo petista. Em 2008 teve a imagem arranhada por ter um funcionário de seu gabinete envolvido na divulgação de informações de um suposto dossiê elaborado pela Casa Civil e com dados sigilosos e pessoais de FHC e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

Na ocasião, o parlamentar admitiu ter recebido as informações confidenciais, mas alegou a prerrogativa constitucional para manter o sigilo de quem as havia repassado a ele. Judicialmente, Alvaro Dias tem contra si um processo por quebra de sigilo funcional no Supremo Tribunal Federal (STF) e acusações de difamação contra o ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB).

Conforme a ONG Transparência Brasil, o eventual vice de José Serra deixou de declarar R$ 6 milhões à Justiça Federal relativos à venda de uma fazenda. A omissão não constitui crime, pois é obrigatória apenas a declaração de bens ao Poder Judiciário. Na época, disse que apenas não quis se expor com a venda da propriedade em Maringá.

No auge do escândalo do nepotismo, que motivou o Supremo a editar uma súmula proibindo a contratação de parentes, teve exonerada uma sobrinha que trabalhava no Senado. No episódio, o senador disse que assim que foi dada a ordem da Suprema Corte pediu que Valéria Dias deixasse duas funções.

FONTE: Laryssa Borges
Direto de Brasília
Redação Terra

Indicação de Alvaro Dias estremece aliança PSDB-DEM



Lideranças do DEM no Congresso afirmam que a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para assumir a vice de José Serra na chapa presidencial pode, junto a problemas regionais, abalar o casamento entre as legendas. Fala-se em desgaste político da aliança homologada na convenção tucana em 12 de junho.

Tucanos dizem que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, se precipitou ao fazer o anúncio no Twitter. O petebista disse que Alvaro Dias seria o vice, mas os tucanos passaram a, formalmente, apresentar o nome de Dias como um consenso na legenda.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já conversou com o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), sobre o assunto. O parlamentar carioca tem reiterado que, após a saída do ex-governador mineiro Aécio Neves da disputa pelo cargo de vice, o DEM teria direito ao posto. Um integrante do partido afirmou que outro agravante para o desconforto entre PSDB e DEM está concentrado em três Estados: Sergipe, Pará e Santa Catarina.

O PSDB apresentou a todos os partidos aliados o nome de Alvaro Dias para ocupar a vice. A cúpula tucana se reuniu na noite desta quinta-feira (24) e Guerra apresentou formalmente o nome do parlamentar como opção consensual da legenda para a vice. Serra deve ir ao Rio de Janeiro para participar da convenção nacional do PPS neste sábado. Aliados tucanos afirmam que o candidato deve conversar com Rodrigo Maia.

Pressões regionais
Na última quarta-feira (23), Guerra telefonou para Alvaro Dias e avisou que, caso seu irmão Osmar Dias (PDT-PR) aceitasse o acordo de concorrer ao Senado na chapa do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, as lideranças tucanas tentariam convencer o DEM a conceder a vaga de vice do presidenciável José Serra a ele. Osmar Dias é o nome indicado por sua atual legenda para disputar o governo do Paraná na chapa com PMDB e PT e deve apresentar ainda nesta sexta-feira sua decisão.

FONTE: Marcela Rocha
Terra Magazine

No Twitter, Roberto Jefferson afirma que "DEM é uma m..."



O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, colocou mais lenha na fogueira na troca de acusações entre integrantes da base de apoio do presidenciável José Serra (PSDB) ao afirmar, em sua página na rede de microblogs Twitter, na noite desta sexta-feira (25) que "o DEM é uma m...".

Mais cedo, o vice-presidente do DEM, o deputado Ronaldo Caiado (GO), atacou, através do seu Twitter, a indicação do senador Alvaro Dias para vice do candidato do PSDB à presidência da República e afirmou que seu partido não abrirá mão de indicar um nome para a chapa. "Com um aliado desse, o Democratas não precisa de inimigo. Vou defender dentro da executiva o fim da aliança com o PSDB", escreveu Caiado.

O deputado ressaltou que sempre defendeu a tese da candidatura própria, mas disse ter firmado uma parceria com o PSDB pelo bem do País. "Como vice-presidente do Democratas, apoio a decisão de Rodrigo Maia de não abrir mão da vice". O Democratas não admite tal golpe. Conversei com o presidente Rodrigo Maia e o partido não abre mão da vice". Caiado ressaltou que o DEM só cederia a vaga se fosse por Aécio Neves.

O PSDB apresentou nesta sexta-feira (25) a todos os partidos aliados o nome de Alvaro Dias para ocupar a vice. A cúpula tucana se reuniu na noite desta quinta-feira (24) e Guerra apresentou formalmente o nome do parlamentar como opção da legenda para a vice. "Se na campanha nos tratam assim, imaginem se o PSDB ganhar a campanha?", continuou Caiado através de seu Twitter.

O deputado fez críticas direcionadas a Alvaro Dias, afirmando que o senador não tem força política. "@alvarodias_ é um senador que não tem voto e é odiado pelos professores".

Caiado afirmou que seu partido soube da indicação de Dias através da imprensa e que o DEM não teria sido comunicado. Ao final, justificou suas mensagens: "senti liberdade para falar isso a vocês porque o PSDB desrepeitou o DEM. Tomaram uma decisão e deixaram a imprensa comunicar. Em toda minha vida pública me pautei pela transparência, pela ética e pelo cumprimento de acordos e respeito a aliados e adversários. Por isso fiz questão de fazer essas ponderações a todos vocês aqui pelo Twitter".

Até as 22h, nenhum representante do corpo diretivo do PSDB havia respondido às mensagens enviadas por Caiado e por Roberto Jefferson na rede de microblogs. O indiacado pelo PSDB, senador Alvaro Dias apenas agradeceu o apoio expressado pela sua legenda e pela base de apoio da candidatura José Serra em mensagens enviadas por volta das 21h15.

"Meu agradecimento ao PSDB e ao José Serra pela honra dessa convocação. A Roberto Freire(PPS) e Roberto Jefferson (PTB) muito obrigado pelo acolhimento e apoio. Ao Rodrigo Maia que legitimamente reivindica para seu partido a vice de Serra o meu respeito", afirmou Dias em seu Twitter.

Fonte: Redação Terra

DEM gaúcho reage à indicação de Dias como vice de Serra




O presidente do DEM no Rio Grande do Sul, deputado federal Onyx Lorenzoni, não poupou críticas à indicação do senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) como vice do candidato tucano à presidência da República, José Serra, e disse que se o cenário se confirmar, "será o pior dos mundos".

Segundo Lorenzoni, "existe uma brutal insatisfação com a forma como vêm sendo conduzidas as alianças regionais e isso vai se expressar na convenção nacional do DEM, na próxima semana", afirmou o deputado após a convenção estadual dos democratas no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (25), em Porto Alegre.

Lorenzoni lembrou do caso do Rio Grande do Sul, onde DEM e PTB esperaram por mais de um mês por uma resposta do PSDB nacional a uma proposta de acordo pelo qual pretendiam consolidar a candidatura de Lara, oferecendo a Serra um segundo palanque no Estado e uma estrutura significativa do PTB na região metropolitana de Porto Alegre, onde o PT detém várias prefeituras e também é muito forte.

Lorenzoni assinalou ainda que o DEM do Rio Grande do Sul, que havia decidido apoiar Serra, vai esperar pela confirmação oficial do nome de Dias e pelo resultado da convenção nacional dos democratas para decidir se revê sua posição. Questionado sobre se o DEM nacional pode vir a romper com o PSDB no caso de os tucanos insistirem em uma chapa puro-sangue, Lorenzoni respondeu: "não nos faltariam candidatos".

O dirigente gaúcho avaliou que Dias não acrescenta nada em relação ao Nordeste, onde a candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, está na frente segundo a última pesquisa CNI/Ibope, e não segura o Sul, onde Serra mantém a dianteira, mas a curva de Dilma é ascendente.

"O PSDB imaginava que Serra teria de 500 mil a um milhão de votos a mais do que Dilma aqui. Do jeito que as coisas estão indo, talvez consigam a metade da diferença entre Alckmin e Lula na última eleição". No segundo turno das eleições de 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) fez no Rio Grande do Sul 674 mil votos a mais do que Lula.

Fonte:

Flavia Bemfica
Direto de Porto Alegre
Site: TERRA

terça-feira, 22 de junho de 2010

Convite para Convenção Partidária



O DEMOCRATAS DO RIO GRANDE DO SUL realizará Convenção Partidária para definir seus candidatos nas eleições de outubro, será nesta sexta-feira, dia 25 de junho, às 16:00 horas, no Teatro Dante Barone, na Assembléia Legislativa.


O DEM RS se sentirá honrado com a tua presença. Prestigie e valorize os NOSSOS candidatos e Partido.

Atenciosamente,

Presidente do Democratas Rio Grande do Sul
Deputado Federal ONYX LORENZONI

Diretório Regional do Democratas do Rio Grande do Sul

sábado, 29 de maio de 2010

Brasil ao lado do Irã: pior, impossível

Para os inocentes que acreditam que o mundo aplaude o "cara". Leiam o que escreveu Thomas L. Friedman, colunista para assuntos internacionais do New York Times


Thomas L. Friedman



* Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em Teerã

Eu confesso que, quando vi pela primeira vez a foto de 17 de maio do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao lado de seu par brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com os braços levantados –após assinarem um suposto acordo para neutralizar a crise em torno do programa de armas nucleares do Irã– tudo o que pude pensar foi: existe algo pior do que ver democratas traírem outros democratas para um criminoso iraniano, ladrão de votos, negador do Holocausto, apenas para importunar os Estados Unidos e mostrar que eles também podem jogar na mesa das grandes potências?

Não, pior impossível.

“Por anos, os países não alinhados e em desenvolvimento acusaram os Estados Unidos de buscarem cinicamente seus próprios interesses sem consideração pelos direitos humanos”, observou Karim Sadjadpour, do Fundo Carnegie. “Ao aspirarem jogar no palco global, Turquia e Brasil irão enfrentar as mesmas críticas que antes faziam aos outros. A visita de Lula e Erdogan ao Irã ocorreu poucos dias após o Irã ter executado cinco presos políticos que foram torturados para obtenção de confissões. Eles abraçaram calorosamente Ahmadinejad como sendo seu irmão, mas não mencionaram nenhuma palavra sobre direitos humanos. Parece haver uma noção equivocada de que os palestinos são as únicas pessoas que buscam justiça no Oriente Médio e que, se você invocar a causa deles, pode mimar a tipos como Ahmadinejad.”

Turquia e Brasil são ambos democracias nascentes que superaram suas próprias histórias de governo militar. O fato de seus líderes aceitarem e fortalecerem um presidente iraniano que usa seu exército e sua polícia para esmagar e matar democratas iranianos –pessoas que buscam a mesma liberdade de expressão e de escolha política que turcos e brasileiros agora desfrutam– é vergonhoso.

“Lula é um gigante político, mas moralmente ele tem sido uma profunda decepção”, disse Moisés Naím, editor-chefe da revista “Foreign Policy” e ex-ministro do Comércio da Venezuela.

Lula, como notou Naím, “apoiou a sabotagem da democracia na América Latina". Ele frequentemente elogia o homem forte da Venezuela, Hugo Chávez, e Fidel Castro, o ditador cubano –e agora Ahmadinejad– enquanto condena a Colômbia, uma das grandes histórias de sucesso democrático, porque o país permite que os aviões dos Estados Unidos usem campos de aviação colombianos para combater os narcotraficantes. “Lula tem sido ótimo para o Brasil, mas terrível para seus vizinhos democráticos”, disse Naím. O Lula que ganhou proeminência como um líder operário progressista no Brasil virou as costas aos líderes operários violentamente reprimidos do Irã.

Claro que se o Brasil e a Turquia tivessem realmente persuadido os iranianos a abandonar de forma comprovada todo o seu suposto programa de armas nucleares, os Estados Unidos certamente teriam apoiado. Mas não foi isso o que aconteceu.

O Irã tem hoje cerca de 2,2 mil quilos de urânio com baixo grau de enriquecimento. Segundo o acordo de 17 de maio, o país supostamente concordou em enviar em torno de 1,2 mil quilos de seu estoque à Turquia para conversão no tipo de combustível nuclear necessário para alimentar o reator medicinal de Teerã –um combustível que não pode ser usado para uma bomba. Mas isso ainda deixaria o Irã com um estoque de aproximadamente mil quilos de urânio, que o país ainda se recusa a colocar sob inspeção internacional e está livre para aumentar e continuar a reprocessar até os níveis mais elevados necessários para uma bomba. Especialistas dizem que seria uma questão de meses até que o Irã voltasse a acumular quantidade suficiente para uma arma nuclear.

Logo, o que esse acordo realmente faz é o que o Irã desejava: enfraquecer a coalizão global para pressioná-lo a abrir suas instalações nucleares aos inspetores da ONU e, como um bônus especial, legitimar Ahmadinejad no aniversário de sua repressão ao movimento democrático iraniano, que vinha exigindo a recontagem dos votos das eleições manipuladas de junho de 2009.

Na minha visão, a “Revolução Verde” no Irã é o movimento democrático mais importante e espontâneo que surgiu no Oriente Médio em décadas. Ele está sendo reprimido, mas resiste e, no final, seu sucesso –não qualquer acordo nuclear com os clérigos iranianos– é a única fonte sustentável de segurança e estabilidade. Nós dedicamos muito pouco tempo e energia nutrindo essa tendência democrática e tempo demais buscando um acordo nuclear.

Como colocou Abbas Milani, um especialista em Irã da Universidade de Standford: “A única solução a longo prazo para o impasse é um regime mais democrático, responsável e transparente em Teerã. No meu entender, foi um grande blefe, feito com sucesso pelo regime clerical, transformar a questão nuclear praticamente no único foco de suas relações com os Estados Unidos e o Ocidente. O Ocidente deveria ter sempre buscado uma política de duas vias: negociações sérias a respeito da questão nuclear e discussões não menos sérias a respeito das questões de direitos humanos e da democracia no Irã”.

Eu preferiria que o Irã nunca tivesse uma bomba. O mundo estaria muito mais seguro sem mais armas nucleares, especialmente no Oriente Médio. Mas se o Irã realmente se tornar nuclear, fará uma enorme diferença ter um Irã democrático com o dedo no gatilho ou essa atual ditadura clerical assassina. Qualquer um que trabalhe para protelar isso e para promover a verdadeira democracia no Irã está do lado dos anjos. Qualquer um que possibilite esse regime tirânico e dê cobertura ao seu mal nuclear algum dia terá de responder ao povo iraniano.

Tradução: George El Khouri Andolfato




Thomas L. Friedman
Colunista de assuntos internacionais do New York Times desde 1995, Friedman já ganhou três vezes o prêmio Pulitzer de jornalismo.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Manifestação do Deputado Paulo Borges

Caros amigos:
Desde que entrei na vida partidária, tenho me permitido sonhar com um Partido forte, unido, democrático e presente na discussão e no debate dos grandes temas das cidades, do Estado e do País. Por isso escolhi o Democratas e minha acertada opção foi reforçada pelo valor das "novas idéias" que apresentamos em nossa bandeira.
Nestes três anos de atividade parlamentar, pude perceber a importância de um Partido estar governo porque, enquanto a maioria dos parlamentares anunciam a realização de imprescindíves obras, contemplando os anseios da população e gerando crescimento partidário, nós que elegemos o Governo, não conseguimos que o mesmo Governo aprove as emendas parlamentares que podem beneficiar nossos Municípios.
Minha atuação parlamentar está alicerçada no campo das idéias, do debate, da denúncia da corrupção, da defesa da saúde pública e de outros temas relevantes mas não ser governo e nem oposição, por vezes, é muito dificil. Se estivessemos governando, teria contribuido mais diretamente com meus Prefeitos, Vice-prefeitos, Vereadores e Presidentes dos Diretórios Democratas Municipais.
Por essas razões, no começo deste ano comecei a defender a candidatura própria. Quero ver meu Partido respeitado. Também é do conhecemento público que o Democratas, aqui no Rio Grande, é formado por grandes homens, de verdadeiro espirito público e posso citar Paulo Feijó, Moacir Volpato, Germano Bonow, Onyx Lorenzoni, Chiarelli, Antonio Carlos Azevedo, Reginaldo Pujol, Arnaldo da Costa Prieto, Marquinho Lang, Francisco Pinho e tantos outros que contribuiram e ainda contribuem, generosamente, na defesa do ideário liberal.
Meu desejo é de ver a bandeira do 25 tomar as ruas, as praças e ser valorizada nos meios de comunicação, permitindo que cada filiado possa bater no peito e orgulhar-se das idéias que defende. Quero ver a bancada federal e estadual do Democratas ampliada em 2010. Quero nossas idéias no centro dos debates durante o processo eleitoral e, assim, manter o respeito dos demais Partidos e preparar o terreno para as eleições de 2012, quando desejo ver meu Partido defendido em todas as nominatas para as Câmaras de Vereadores e Prefeituras do Rio Grande. Estou certo de que para chegar com força em 2012, precisamos ter uma boa performance em 2010.
Mas aceitarei, sempre, a vontade da maioria e respeitarei os processos democráticos. A intransigência não é característica minha. Vejo que existem também outras possibilidades que poderão vir a ser benéficas sempre quando o que o Democratas seja respeitado e valorizado e que nosso ideário esteja fortemente representado nos planos de governo e, em caso de vitória, nossos militantes de todo o Rio Grande, tenham assegurado seu espaço para governar juntos.
Quero o Democratas unido e percebendo que o oponente está lá fora, porque aqui dentro vamos trabalhar juntos para que sempre sejamos vitoriosos.
Saudações Democratas.
Paulo Borges


FONTE:

Marco Aurélio Alves

Acessor Parlamentar

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dep. Paulo Borges manifesta seus votos de pesar



Prezados amigos:
Foi com muita tristeza que recebi a informação da perda do nosso Vice Presidente da juventude Democrata de São Pedro do Sul, o Maycon. Quero me irmanar a todos voces neste momento de dor e lhes pedir que sua morte não tenha sido em vão, que estejamos sempre unidos para ajudar, apoiar e abraçar nossos irmãos democratas. Que a passagem do Maycon seja um motivo a mais para que continuemos lutando pelos ideais deste jovem que fazia parte da nossa grande familia democrata.
A transitoriedade, a finitude, o sopro da vida que se vai com uma rapidez espantosa e nos deixa a certeza de que, como diz a música do Legião Urbana: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...."
Que a "desistência" daquele que nos deixou, sirva de encorajamento a seguir buscando em cada olhar, em cada abraço, em cada aperto de mão o afeto de todos porque aqui estamos, é para amar e ser amados.
Aos familiares, transmito meu profundo pesar e manifesto que estou ao lado daqueles que o amaram e que o Maycon amou.
Com carinho, Paulo Borges - Deputado Estadual

Homenagem Postuma ao nosso Vice-Presidente da Juventude



Sou grato ao Pai Celestial por ter colocado no meu caminho um amigo tão especial , embora tenha sido por pouco tempo mas foi o suficiente para perceber o quanto foi maravilhoso ter o grande Maycon mais conhecido como JÉSUS, parceiro para todas as horas e para tudo, meu vice-presidente da Juventude Democratas, nesse tempo em que estivemos juntos não me recordo se quer um momento ele ter reclamado de algo, estava sempre feliz, com aquele jeito simples e brincalhão, mas ele decidiu deixar-nos mais cedo, não somos ninguém para julgarmos o que ocorreu, mas ele tinha o livre arbítrio e escolheu assim, só tenho aqui amigo nesse momento em agradecer muito por tudo o que você significou e representou pra nós teus amigos de partido ou do dia-a-dia.
Vai com Deus que ele te ilumine e tua família também, como diz a letra da música da Bandaleira- “ Se você ficasse um pouco mais, apenas um sorriso. . . “ ou Legião Urbana – Love in the Afternoon
“É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.”

A amizade nasce de um sorriso sincero,
Cresce aos poucos,
E quando estimada fica impossível de não tê-la mais.
A amizade é tão forte como o brilho do sol,
Tão grande como a lua,
Tão admirada como a paisagem mais bela.
A amizade cobiça fielmente a sinceridade,
Alimenta a cumplicidade e devora a alegria.
A amizade é algo indecifrável,
Como uma língua sem tradução.
Amizade é presente dos céus
E a compreensão dos sonhos.
Ser amigo é ter prestígio
Ter conceito de companheirismo,
Benevolência perfeita.
A amizade é dotada de compreensão,
Completa de fiel felicidade.
As vezes a vida nos faz algumas surpresas e coloca algumas pessoas especiais na vida da gente. Pessoas especiais, únicas. Irmãos mesmo. Sabe aquelas pessoas que você sabe que pode contar, mas que não está sempre por perto ? Pois é. Coisas que a internet e o advento dos blogs pode propiciar. Aliás, este último era motivo de muita empolgação. E quando a pessoa é apaixonada com alguma coisa, faz sempre tudo com muito gosto, muito amor. Era assim meu amigo Maycon. Um cara único. Ímpar. Uma pessoa humilde e honesta, de garra, fibra, persistência. Uma pessoa de família simples e muito boa, ao qual eu pude conhecer pouco, mas o suficiente para ver o amor no coração.

Fica aqui expressado meu carinho e amor por ti meu irmão, um dia nos encontraremos finalizo deixando aqui registrado nas palavras de Tim Maia o qual você gostava muito um pedaço da letra de “Gostava Tanto de Você “
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Morrer, é encerrar o ciclo biológico, facultando o prosseguimento da vida do Espírito em outros campos vibratórios, além da dimensão física.

Saudade, até breve . . .

Rafael Menezes
Amigo e Presidente da Juventude Democratas - SPS

domingo, 7 de março de 2010

A casa caiu - BANCOOP

O Ministério Público quebra sigilo da Bancoop e descobre que dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo lesaram milhares de associados, para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e encheu os bolsos de dirigentes do PT. Eles sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa


Laura Diniz
Montagem sobre foto Jose Meirelles Passos/ Ag. O Globo

NÃO É SÓ A BARBA QUE LEMBRA O ANTECESSOR
João Vaccari, o novo tesoureiro do PT, é o homem por trás do esquema Bancoop,
diz o Ministério Público

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VEJA TAMBÉM
• Quadro: O esquema Bancoop

Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop. Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros. Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína (veja depoimentos abaixo). Agora, começa-se a entender por quê.

Na semana passada, chegaram às mãos do promotor José Carlos Blat mais de 8 000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008. O que elas revelam é que, nas mãos de dirigentes petistas, a cooperativa se transformou num manancial de dinheiro destinado a encher os bolsos de seus diretores e a abastecer campanhas eleitorais do partido. "A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002." Na sexta-feira, o promotor pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop e a quebra de sigilo bancário daquele que ele considera ser o principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da cooperativa, seu ex-diretor financeiro e ex-presidente João Vaccari Neto. Vaccari acaba de ser nomeado o novo tesoureiro do PT e, como tal, deve cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência.

Um dos dados mais estarrecedores que emergem dos extratos bancários analisados pelo MP é o milionário volume de saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop para ela mesma ou para seu banco: 31 milhões de reais só na pequena amostragem analisada. O uso de cheques como esses é uma estratégia comum nos casos em que não se quer revelar o destino do dinheiro. Até agora, o MP conseguiu esquadrinhar um terço das ordens de pagamento do lote de trinta volumes recebidos. Metade desses documentos obedecia ao padrão destinado a permitir saques anônimos. Já outros cheques encontrados, totalizando 10 milhões de reais e compreendidos no período de 2003 a 2005, tiveram destino bem explícito: o bolso de quatro dirigentes da cooperativa, o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga – os três primeiros mortos em um acidente de carro em 2004 em Petrolina (PE). Eles eram donos da Germany Empreiteira, cujo único cliente conhecido era a própria Bancoop. Segundo o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo, que foi responsável por todas as construções da cooperativa, as notas emitidas pela Germany para a Bancoop eram superfaturadas em 20%. A favor da empreiteira, no entanto, pode-se dizer que ela ao menos existia de fato. De acordo com a mesma testemunha, não era o caso da empresa de "consultoria contábil" Mizu, por exemplo, pertencente aos mesmos dirigentes da Bancoop e em cuja contabilidade o MP encontrou, até o momento, seis saídas de dinheiro referentes ao ano de 2002 com a rubrica "doação PT", no valor total de 43 200 reais. Até setembro do ano passado, a lei não autorizava cooperativas a fazer doações eleitorais.

Outro frequente agraciado com cheques da Bancoop tornou-se nacionalmente conhecido na esteira de um dos últimos escândalos que envolveram o partido. Freud "Aloprado" Godoy – ex-segurança das campanhas do presidente Lula, homem "da cozinha" do PT e um dos pivôs do caso da compra do falso dossiê contra tucanos na campanha de 2006 – recebeu, por meio da empresa que dirigia até o ano passado, onze cheques totalizando 1,5 milhão de reais, datados entre 2005 e 2006. Nesse período, a Caso Sistemas de Segurança, nome da sua empresa, funcionava no número 89 da Rua Alberto Frediani, em Santana do Parnaíba, segundo registro da Junta Comercial. Vizinhos dizem que, além da placa com o nome da firma, nada indicava que houvesse qualquer atividade por lá. O único funcionário visível da Caso era um rapaz que vinha semanalmente recolher as correspondências num carro popular azul. Hoje, a Caso se transferiu para uma casa no município de Santo André, na região do ABC.

Depoimentos colhidos pelo MP ao longo dos últimos dois anos já atestavam que o dinheiro da Bancoop havia servido para abastecer a campanha petista de 2002 que levou Lula à Presidência da República (veja o quadro). VEJA ouviu uma das testemunhas, Andy Roberto, que trabalhou como segurança da Bancoop e de Luiz Malheiro entre 2001 e 2005. Em depoimento ao MP, Roberto afirmou que Malheiro, o ex-presidente morto da Bancoop, entregava envelopes de dinheiro diretamente a Vaccari, então presidente do Sindicato dos Bancários e indicado como o responsável pelo recolhimento da caixinha de campanha de Lula. Em entrevista a VEJA, Roberto não repetiu a afirmação categoricamente, mas disse estar convicto de que isso ocorria e relatou como, mesmo depois da eleição de Lula, entre 2003 e 2004, quantias semanais de dinheiro continuaram saindo de uma agência Bradesco do Viaduto do Chá, centro de São Paulo, supostamente para o Sindicato dos Bancários, então presidido por Vaccari. "A gente ia no banco e buscava pacotes, duas pessoas escoltando uma terceira." Os pacotes, afirmou, eram entregues à secretária de Luiz Malheiro, que os entregava ao chefe. "Quando essas operações aconteciam, com certeza, em algum horário daquele dia, o Malheiro ia até o Sindicato dos Bancários. Ou, então, se encontrava com o Vaccari em algum lugar."

Os depoimentos colhidos pelo MP indicam que o esquema de desvio de dinheiro da Bancoop obedeceu a uma trajetória que já se tornou um clássico petista. Começou para abastecer campanhas eleitorais do partido e acabou servindo para atender a interesses particulares de petistas. Entre os cheques em poder do MP, por exemplo, está um em que a empresa Mizu, de "consultoria contábil", doa 7 000 reais a um certo Centro Espírita Redenção, em 2003. Muitas vezes, dirigentes da Bancoop nem se preocuparam em usar as empresas "prestadoras de serviços" que montaram com o objetivo de sugar a coo-perativa para esconder sua ganância. O MP encontrou quatro cheques da Bancoop, totalizando 35 000 reais, para uma ONG de Luiz Malheiro em São Vicente dedicada a deficientes auditivos – curiosamente, o mesmo endereço do centro espírita. Os cheques foram emitidos entre novembro de 2003 e março de 2005.

Tanta lambança, aliada a uma gestão ruinosa, fez com que a Bancoop mergulhasse num estado de pré-liquidação. Em 2004, com Lula já eleito, Luiz Malheiro foi pedir ao "chefe" Berzoini, então ministro do Trabalho, "ajuda" para reerguer a cooperativa. Quem relatou o episódio ao MP foi seu irmão, Hélio Malheiro. Em 2008, dizendo-se sob ameaça de morte, Hélio Malheiro ingressou no Programa de Proteção à Testemunhas da secretaria estadual de justiça de São Paulo, no qual se encontra até hoje. Em dezembro de 2004, depois que Luiz Malheiro já havia morrido, a "ajuda" chegou à Bancoop. Com apoio de Berzoini e corretagem da Planner (investigada pela CPI dos Correios sob a acusação de ter causado um prejuízo de 4 milhões de reais ao fundo de pensão da Serpro), a cooperativa associou-se a um Fundo de Investimentos em Direito Creditórios (FIDC), entidade que negocia recebíveis, e captou 43 milhões de reais no mercado – 85% dos papéis foram adquiridos por fundos de pensão de estatais controlados por petistas ligados ao grupo de Berzoini e Vaccari. O investimento resultou na abertura de um inquérito pela Polícia Federal por suspeita de que os fundos de pensão teriam sido prejudicados para favorecer a Bancoop.


O PROMOTOR BLAT
"A Bancoop virou organização criminosa"

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João Vaccari Neto é do tipo que se orgulha de ser chamado de "um petista histórico", o que, no jargão do partido, significa, entre outras coisas, que ganhou boa parte da vida dirigindo entidades de classe e do partido. Aos 19 anos, começou a trabalhar como escriturário do Banespa. Ficou lá apenas dois anos. Depois disso, entrou no sindicato de sua categoria e nunca mais pegou no pesado. Participou de três diretorias da Central Única dos Trabalhadores (CUT), foi secretário de relações internacionais da entidade e presidiu o Dieese. Atuou sempre como braço de apoio de Berzoini, a quem sucedeu na presidência do Sindicato dos Bancários de São Paulo em 1998. Apesar de não ter a projeção política do amigo, Vaccari conquistou a amizade de Lula, coisa que Berzoini jamais conseguiu obter. Vaccari, como mostra agora a investigação do MP, tem mais em comum com seu antecessor, Delúbio Soares, do que a barba grisalha. E, como Freud Godoy, está mergulhado até os últimos e ralos fios de cabelo no escândalo dos aloprados (veja o quadro abaixo).
Há duas semanas, um juiz de primeira instância contrariou de-cisão do Tribunal Superior Eleitoral e determinou a cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, por suposto recebimento ilegal de doação de campanha. A sentença, que colocou em risco a segurança jurídica, foi suspensa. Na semana passada, o TSE divulgou as regras que vão orientar as eleições deste ano. São medidas moralizadoras, que incluem a obrigatoriedade da divulgação de quaisquer processos ou acusações criminais que pesem sobre o candidato e que dificultam manobras de doadores que tenham por finalidade esconder a origem do dinheiro. Tudo isso mostra quanto o país está interessado em aprimorar seu sistema de financiamento eleitoral e proteger-se dos efeitos tão deletérios como conhecidos que sua distorção pode causar. Ao indicar pessoalmente alguém com o prontuário de João Vaccari para tomar conta das finanças do PT e da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, o presidente Lula sinaliza que, ao contrário do resto do Brasil, não está nem um pouco empenhado em colaborar na faxina.

Uma pergunta que continua no ar

Quem deu o dinheiro para o dossiê dos aloprados? Entre os envolvidos, Vaccari era o único sentado numa montanha de reais


Patricia Santos/AE

A TROCO DE QUÊ?
Lacerda (à dir.) ligou para Vaccari uma hora depois de entregar o dinheiro que pagaria o dossiê
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João Vaccari Neto e Freud Godoy, envolvidos agora no esquema Bancoop, já atuaram juntos em passado recente. Pelo menos é o que sugere o registro dos telefonemas trocados pela dupla às vésperas do estouro do escândalo dos "aloprados" – como ficaram conhecidos os petistas apontados pela Polícia Federal como integrantes da quadrilha que tentou comprar um dossiê supostamente comprometedor para tucanos durante a campanha presidencial de 2006. No caso de Vaccari, então presidente da Bancoop, os vestígios de participação no caso guardam cheiro de tinta fresca. Foi para ele que Hamilton Lacerda – na ocasião coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante – telefonou uma hora antes de fazer a entrega de parte do 1,7 milhão de reais que seria usado para comprar o dossiê.

O episódio teve início quando a família de Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas, ofereceu a petistas documentos que supostamente comprometeriam tucanos. Deles, faria parte uma entrevista em que os Vedoin acusariam o candidato do PSDB, José Serra, de envolvimento na máfia que distribuía dinheiro a políticos em troca de emendas ao Orçamento para compras de ambulância. Ricardo Berzoini, então presidente do PT, foi acusado de ter dado a autorização para a compra do dossiê. Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal, seriam os encarregados de pagar os Vedoin com o dinheiro levado por Hamilton Lacerda. Valdebran e Gedimar foram presos pela PF num hotel Íbis, em São Paulo, depois de terem recebido o dinheiro de Lacerda e antes de entregá-lo aos Vedoin. Jorge Lorenzetti, churrasqueiro do presidente Lula, e Oswaldo Bargas, ex-secretário de Berzoini no Ministério do Trabalho, também estiveram envolvidos no episódio. Eles tentaram negociar com a revista Época uma entrevista em que os Vedoin fariam falsas acusações de corrupção contra Serra. A entrevista acabou sendo publicada pela revista Istoé.

Nas investigações que se seguiram à prisão de Valdebran e Gedimar, a PF identificou uma intensa troca de telefonemas entre os envolvidos, incluindo diversas ligações de Berzoini para a empresa Caso Sistemas de Segurança, hoje em nome da mulher de Freud Godoy. Godoy seria o contato de Gedimar no alto escalão do PT. Quanto a Vaccari, bem, até onde se sabe, era o único dos aloprados que estava sentado sobre uma montanha de dinheiro, a Bancoop. O fato de Hamilton Lacerda ter ligado para ele logo depois de ter cumprido a sua missão faz fervilhar a imaginação dos que até hoje se perguntam: de onde, afinal, veio o dinheiro dos aloprados?



Fotos Celso Junior/AE

ALOPRANDO
Lorenzetti (à dir.) e Gedimar (À ESQ.): a trapalhada terminou
em prisão. Mas agora eles estão livres, leves e soltos
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Campanha com verba pública

Ronaldo Soares
Wilton Junior/AE


Denunciados
Garotinho e Rosinha: contratos fajutos e empresas-fantasma
Com uma trajetória pública marcada pelo populismo, por práticas fraudulentas e até por um processo em que responde por formação de quadrilha armada, o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) está enredado em mais um escândalo de corrupção, trazido à tona pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na semana passada. O esquema chama atenção por envolver e beneficiar, diretamente, a ele próprio e sua mulher, Rosinha – ambos denunciados com mais 86 nomes, entre eles o da atriz Deborah Secco, todos com os bens bloqueados pela Justiça. A investigação concluiu que, durante os quatro anos do governo de Rosinha, 58 milhões de reais foram surrupiados dos cofres do estado, dos quais 600 000 reais seguiram para o caixa da pré-campanha de Garotinho. Ele planejava sair candidato nas eleições presidenciais de 2006, mas, sob acusações variadas e depois de uma greve de fome que o expôs ao ridículo, acabou fora do páreo. Diz a VEJA o promotor Eduardo Carvalho, à frente do caso: "Poucas vezes numa investigação dessas foi possível rastrear o caminho do dinheiro desviado com tamanha precisão e riqueza de detalhes. Os fatos são irrefutáveis". O próximo passo do Ministério Público será apurar se houve participação de líderes evangélicos no esquema, sobre a qual há indícios.

Já está bem claro, no entanto, de onde as verbas do estado eram subtraídas e como, depois, chegavam à campanha de Garotinho e ao bolso dos demais envolvidos. A operação tinha como ponto de partida a Fundação Escola de Serviço Público (Fesp), órgão do próprio governo estadual ao qual Rosinha autorizou, por lei, contratar serviços terceirizados – repassados a ONGs – para atender às várias secretarias. Essas ONGs, por sua vez, forjavam contratos com empresas, pelo menos três delas de fachada, para executar projetos que jamais saíram do papel. O Ministério Público concluiu que o operador do esquema era Ricardo Secco, pai da atriz Deborah Secco. As contas-correntes dela registram depósitos provenientes de duas dessas empresas, no valor de 321 000 reais. Defende-se a atriz: "Nunca tive nenhum envolvimento com política. De minha parte, estou inteiramente tranquila". Com a denúncia, Garotinho, que até então se apresentava como candidato ao governo do estado, e Rosinha, atual prefeita da cidade de Campos, perigam ter, enfim, seus direitos políticos cassados na próxima década.
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Rafael Campos

321 000 reais
na conta-corrente
A atriz Deborah Secco:
o pai dela era o operador
do esquema que
desviava verbas
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Manoel Marques


"O sindicato sempre foi um defensor da minha classe. Por isso, na hora de fazer um financiamento com eles, não tive dúvidas. Comecei a pagar um apartamento de 45 000 reais em 1997. Suei para honrar as prestações. Vendia coxinha e bolo para complementar a renda. Esse imóvel representava muito para a minha família. Onde morávamos, meus filhos dormiam na sala. Em 2000, quitei o apartamento e nós nos mudamos. Seis anos depois, porém, passei a receber boletos com o valor de 470 reais. Eles diziam que precisavam cobrir gastos excedentes. Até pagaria, se pudesse. Mas a minha renda era de 600 reais. Em 2008, a Bancoop entrou com uma ação de despejo contra mim. Ela não foi concluída, mas, desde então, vivo o pesadelo de eles tirarem o meu único bem material. Durmo sob o efeito de calmantes."
Maria de Fátima Bonfim,
de 55 anos, bancária aposentada
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Roberto Setton

"Conheci a Bancoop em 2004, quando vi uma placa de propaganda em frente a um terreno vazio. Eles iriam construir um imóvel perto da minha casa. Achei a oportunidade ótima: o preço era bom e a instituição tinha credibilidade. Demos nossa economia de 10 000 reais de entrada e passamos a pagar as prestações. Alguns meses depois, porém, desconfiei do empreendimento. Eu passava em frente ao terreno e não via nenhum pedreiro lá. Diziam sempre que a construção estava para começar. Não acreditei e consegui transferir o dinheiro que havia investido para outro imóvel deles. Dessa vez escolhi um local cuja construção já estava pela metade. Como fui inocente... Esse imóvel também nunca foi concluído. Empatamos 80 000 reais nessa história. Não confio mais nas instituições."
A advogada Tânia de Oliveira, de 42 anos, com o marido, Heleno, e a filha Helena
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Alexandre Schneider

"Aos 43 anos, decidi dar um grande passo: comprar meu primeiro imóvel. Usei os 20 000 reais que havia juntado e entrei no financiamento de um apartamento de 60 000 reais. As prestações eram metade do meu salário. Um dia, recebi uma cobrança extra de 1 800 reais. Seria a primeira de muitas. Tive de tirar um empréstimo bancário. Em dois anos, estava endividado, mas havia quitado meu imóvel. Sentia-me orgulhoso – jamais atrasei uma parcela. Mas em 2005, enquanto esperava o sorteio das chaves, soube que a Bancoop não estava honrando seus compromissos com muitos cooperados. Eu era um deles. Meu imóvel nunca saiu do chão. No início, briguei, participei de protestos vestido de palhaço. Há dois anos, recebi o diagnóstico de câncer de pulmão, o que me deixou sem forças para lutar. Perdi as esperanças."
Oscar Costa, 52 anos, bancário aposentado.

Com reportagem de Adriana Dias Lopes, Vinícius Segalla, Kalleo Coura, André Eler e Marina Yamaoka

IMPORTANTE LEIA

São Paulo, BR - quinta-feira, 04 de março de 2010

Trato habitualmente do que considero certos desvios da imprensa condicionados ou pelo pensamento politicamente correto ou pela, à falta de palavra mais precisa, ideologia. Não é raro que opte até pelo humor. É assim que elegi o que chamei a minha "Musa da Enchente". A partir de um determinado momento, a repetição de um padrão, de uma abordagem ou até do que vira um "jargão sintático" ? aquele estilo de sempre ? não deixa de revelar a sua graça. Mas há momentos em que o texto vicioso, com efeito, perde toda a graça e mergulha, de cabeça, no mau jornalismo, na distorção dos fatos e, como é o caso de que vou tratar, no crime intelectual. Isto mesmo: do ponto de vista intelectual e jornalístico (da técnica jornalística), Laura Capriglione escreveu na Folha desta quinta um texto criminoso. E, lamento dizer, a edição não fica atrás. E tenho mesmo minhas dúvidas se a distorção de que foi vítima um senador e um partido político não estende suas franjas ao Código Penal. Leiam:

DEM corresponsabiliza negros pela escravidão

Por Laura Capriglione e Lucas Ferraz:

Para uma discussão que sempre convoca emoções e discursos inflamados, como é a das cotas raciais ou reserva de vagas nas universidades públicas para negros, a audiência pública que se iniciou ontem no Supremo Tribunal Federal transcorreu em calma na maior parte do tempo. Até que um óóóóóóó atravessou a sala. Quem falava, então, era o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que se esforçava para demonstrar a corresponsabilidade de negros no sistema escravista vigente no Brasil durante quatro séculos.

Disse Demóstenes sobre o tráfico negreiro: Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. () Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana.

Sobre a miscigenação: Nós temos uma história tão bonita de miscigenação [Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. [Fala-se que] foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual.

As referências à história tão bonita da miscigenação brasileira, ao negro traficante de mão de obra negra, o democrata usou para argumentar contra as cotas raciais, já adotadas em 68 instituições de ensino superior em todo o país, estaduais e federais. Desde 2003, cerca de 52 mil alunos já se formaram tendo ingressado na faculdade como cotistas.

O partido de Demóstenes considera que as cotas raciais são inconstitucionais porque, ao reservar vagas para negros e afrodescendentes, contrariariam o princípio da igualdade dos candidatos no vestibular.

Na condição de relator de dois processos sobre o tema (também há um recurso extraordinário interposto por um candidato que se sentiu prejudicado pelo sistema de cotas adotado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, decidiu convocar a audiência pública, que se estenderá até sexta-feira, com intervenções pró e anticotas.

A audiência pública é uma forma de as partes interessadas levarem seus pontos de vista ao STF. Segundo Lewandowski, o assunto será votado ainda neste ano. Se considerar que as cotas ferem preceito fundamental, acaba essa modalidade de ingresso no sistema universitário. Se considerar que são ok, a decisão sobre adotar ou não uma política de cotas continuará a ser dos conselhos universitários.

No primeiro dia, falou uma maioria de favoráveis às cotas, em um placar de 10 a 3. Falaram representantes de ministérios e de universidades favoráveis às cotas, e os advogados do DEM e do estudante gaúcho, além de Demóstenes.

Comento A generalização Ainda que o que vai no título fosse verdade ? é uma mentira descarada porque se trata de uma distorção estúpida do que disse o senador ?, a afirmação não seria do DEM, mas de Demóstenes, que é só um membro do partido. Não é possível que o jornal endosse este título como exemplo de rigor técnico; não é possível que a Folha passe, agora, a adotar esse padrão. As individualidades desaparecem, e cada membro do partido passa a ser o partido inteiro.

É mentira que Demóstenes estivesse se esforçando para "demonstrar a corresponsabilidade de negros no sistema escravista vigente no Brasil durante quatro séculos." Essa é uma acusação de Laura. Que escreva, então, uma coluna opinativoa. O senador, um parlamentar que tem tido uma trajetória exemplar no Senado, estava apenas tratando de uma matéria de fato. É uma verdade absoluta, comprovável e com farta bibliografia que "a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. () Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana.

E isso não significa "co-responsabilizar" (ainda estou na ortografia antiga) negros por sua própria escravidão. Porque, então, isso implicaria que os "responsáveis" são "os brancos", todos os brancos, qualquer branco. Essa atribuição de "culpas", tentando estabelecer um tribunal retroativo da história, segundo valores que são contemporâneos, é uma estupidez. Pode interessar a Laura e a seus amigos cotistas, mas se trata de uma fraude intelectual. Ocorre que a indústria da reparação precisa consolidar a idéia de culpa. E a culpa só pode ser plenamente definida negando-se a história, fazendo dos negros meros sujeitos passivos ? ou objetos ? de uma história conduzida por outros, pelos brancos.

Não, Dona Laura! O senador Demóstenes não co-responsabilizou os negros por sua própria escravidão. O que ele fez foi ver os negros também como sujeitos da história. E isso, de modo nenhum, nega os horrores da escravidão. Ao contrário: até os expõe com mais clareza porque evidencia que o problema era bem mais complexo do que a cor da pele. E, na UnB, é a cor da pele que está dando vagas a estudantes ? ou tirando. A título de ilustração, leiam o que segue em azul.

Se a escravidão tradicional africana funcionou como alicerce para a venda de escravos aos traficantes europeus e árabes, também é verdade que o tráfico negreiro ampliou o escravismo na África. A população cativa do Congo chegou a representar 50% do total. No reino vassalo do Ndongo, estabelecido na atual Angola no século XVI, a classe dos escravos era a fonte do poder do rei e da aristocracia.

O reino Ashanti dominou a Costa do Ouro por três séculos e a venda de escravos para os traficantes representou a mais importante fonte de suas rendas, que eram trocadas por bens comercializados pelos europeus. Os lugares onde foram erguidos os empórios de escravos não eram posses dos traficantes, mas da chefia ashanti, que os cedia mediante um aluguel mensal. Os ingleses pagavam pelo uso do Castelo de Cape Coast. No golfo da Guiné, antes do reino Ashanti, cujo apogeu se deu no século xvm, o negócio do tráfico tinha como foco o estado de Oyo, na atual Nigéria, e depois transferiu-se para o Daomé, no atual Benin. Os chefes do Daomé mantinham estreitas relações com os traficantes luso-brasileiros do Rio de Janeiro e, quando o Brasil declarou sua independência, chegaram a explorar a hi-pótese de se juntar ao Império de D. Pedro I na condição de província ultramarina.

As guerras entre Estados africanos tornaram-se mais comuns nas áreas sob a influência dos empórios negreiros, pois a captura e escravização passaram a fi¬gurar como fontes essenciais de riqueza para as chefias. As guerras crônicas entre os ashantis e os acans forneceram, para as chefias de ambos os lados, muitos dos cativos que foram vendidos como escravos nos empórios da Costa do Ouro. Entre 1814 e 1816, os ashantis conduziram uma sangrenta guerra contra uma coalizão

dos akins e akwapis para recuperar acesso a portos marítimos e, desse modo, aoí traficantes europeus. Pouco antes do fim do tráfico transatlântico, em 1840, o rei Gezo, do Daomé, declarou que o tráfico de escravos tem sido o princípio norte-ador de meu povo e, ainda, que ele tem sido a fonte da nossa glória e riqueza.1 Em 1872, bem depois da abolição do tráfico, o rei ashanti dirigiu uma carta ao monarca britânico solicitando a retomada do comércio de gente.

O nexo africano do sistema internacional de comércio de escravos pesa como uma rocha em certos países da África. Não discutimos a escravidão, assegura Barima Kwame Nkye XII, um chefe supremo do povoado ganes de Assin Mauso, enquanto Yaw Bedwa, da Universidade de Gana, diagnostica uma amnésia geral sobre a escravidão.5 A amnésia concerne, especialmente, ao papel desempenhada pelos chefes ashantis, cujos descendentes continuam a ocupar lugares destacados na sociedade ganesa. Uma história oficial procura estabelecer uma distinção absoluta entre a escravidão tradicional, descrita como mais ou menos benevolente, e o tráfico internacional, que é atribuído exclusivamente aos europeus. Contudo, em algumas regiões africanas, descendentes de escravos não têm, até hoje, o direito de herança.

O trecho acima é do livro Uma Gosta de Sangue, de Demétrio Magnoli. "Ah, não vale porque ele é contra as cotas". Contra ou favor, muda os FATOS que estão relatados ali?

Laura também dá destaque a uma fala de Demóstenes, que, fora do debate, pinçada do conjunto, dá a entender que ele trata a escravidão como um doce conúbio: "Nós temos uma história tão bonita de miscigenação [Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. [Fala-se que] foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual.

A "história bonita" de Demóstenes, ainda que a expressão possa convocar ódios e rancores, mas não o pensamento, se define, por exemplo, se considerarmos o que aconteceu na América espanhola ou mesmo nos Estados Unidos. O fato de o Brasil ter algo em torno de 42% de "mestiços" evidencia, por si mesmo, que a colonização aqui se deu de modo distinto. E, com efeito, o sociólogo Gilberto Freyre, desprezado pelos marxistas da academia, estudou o fenômeno no magnífico Casa Grande & Senzala. Houve violência? A escravidão, em si, era uma violência. Mas também havia fatores históricos, culturais, que deram o tom da acelerada miscigenação. De novo: o senador não está cometendo um crime, não está sendo, como o texto sugere, um elitista ridículo, que ignora a realidade. Reproduzo um trecho do livro de Freyre:

Introduzidas as mulheres africanas no Brasil dentro dessas condições irregulares de vida sexual, a seu favor não se levantou nunca, como a favor das mulheres índias, a voz poderosa dos padres da Companhia. De modo que por muito tempo as rela-ções entre colonos e mulheres africanas foram as de franca lubri-cidade animal. Pura descarga de sentidos. Mas não que fossem as negras que trouxessem da África nos instintos, no sangue, na carne, maior violência sensual que as portuguesas ou as índias.

Dampier, que esteve na Bahia, no século XVII, soube de vários colonos amasiados com negras: Plusieurs dês portugais, qui ne sont pás marrez, entreiennent de cês femmes noires pour leurs maitresses.40 Já não eram as relações dos portugueses com as pretas, as de pura animalidade dos primeiros tempos. Muita africana conseguira impor-se ao respeito dos brancos; umas, pelo temor inspirado por suas mandingas; outras, como as Minas, pelos seus quindins e pela sua finura de mulher. Daí ter uma minoria delas conquistado para si uma situação quase idêntica à que o moralismo parcial dos jesuítas só soubera assegurar para as ín-dias. Situação de caseiras e1 concubinas dos brancos; e não exclusivamente de animais engordados nas senzalas para gozo fí¬sico dos senhores e aumento do seu capital-homem.

Cinco ou dez por cento de mestiços no Brasil talvez pudessem justificar a imposição do branco somente pela violência e pelo estupro. Mais de 40% sugerem outro fenômeno e outra história. Se o Brasil viveu a inequívoca violência da escravidão, também tem na sua história o impulso para a integração e a miscigenação. Demóstenes, na prática, indaga qual das duas realidades devemos tomar como força virtuosa: a que integra ou a que segrega?

Não serei eu Não, senhores! Não serei eu a negar que os veículos e os jornalistas abracem suas causas. Que o façam. MAS QUE NÃO DEPREDEM A HISTÓRIA DA MANEIRA MISERÁVEL COMO FEZ LAURA CAPRIGRLIONE. A matéria também é assinada por outro jornalista. Mas conheço o estilo da minha musa. Não se pode manchar a reputação de um político como Demóstenes, que tem se comportado, até agora, com seriedade. Se e quando pisar na bola, apontarei. Ainda não vi isso acontecer.

É evidente que, na prática, mobiliza-se contra ele o que Laura chamou de "emoções e discursos inflamados". Pior: o jornal permite que um título atribua a um partido uma abordagem estúpida que não é nem mesmo a do Senador.

O especialista Laura precisava de um especialista para endossar a sua diabrura. Preferiu buscar, assim, uma prata da casa, da sua casa, o "historiador Luiz Felipe de Alencastro", também seu ex-marido. A condição de ex-marido não faz dele menos historiador. Mas a condição de historiador não elimina a de ex-marido. Leiam, agora, o texto:

O historiador Luiz Felipe de Alencastro, professor titular de história do Brasil da Universidade de Paris - Sorbonne, diz ser falsa a visão da mestiçagem como uma grande festa de relações consensuais. Se fosse assim, por que a mestiçagem retrata invariavelmente uma situação em que o homem genitor (mas não marido) é da camada dominante e a mulher é sempre da camada dominada (mulata ou negra)? Por que não existem casos de mulheres brancas casando-se com negros no século 19?

Alencastro refuta a noção de que foram os próprios negros que organizaram o tráfico negreiro: Havia, sim, tráfico de escravos na África. Mas a escravidão atlântica teve uma intensidade tal, uma integração tamanha com o capitalismo moderno, que acabou exacerbando os mecanismos de exploração interna no continente africano.

O historiador diz que há registros de 37 mil viagens de navios negreiros para as Américas. Nenhuma delas em navios de propriedade de negros. Toda a logística e o mercado eram uma operação dos ocidentais.

Segundo Alencastro, o Brasil teve uma posição excepcional no tráfico negreiro atlântico. Os colonos do Brasil foram os únicos que fizeram expedição negreira na África. Os americanos não tinham essa logística, os cubanos também não. Mas os brasileiros invadiram Angola em 1648 para relançar o tráfico negreiro.

Comento Depois se ter atribuído a Demóstenes o que ele não disse; depois de ter responsabilizado o DEM por aquilo que o partido não fez, vem o "historiador ex-marido" para negar o que o outro não falou. Cadê a afirmação do senador de que a mestiçagem foi "uma grande festa de relações consensuais?" Por que Alencastro nega que fossem os africanos a cuidar do tráfico? Quem disse o contrário? Como ele tem alguma responsabilidade profissional, além do endosso a uma abordagem, vá lá, familiar ? isso pega muito bem no familismo que ainda marca o debate público no Brasil ?, foi obrigado a admitir "que a escravidão atlântica () acabou exacerbando os mecanismos de exploração interna no continente africano".

Alencastro cuida das palavras: a expressão "mecanismos de exploração interna" quer dizer: ESCRAVIDÃO. Justamente aquilo que disse Demóstenes e que lhe custou a satanização no texto e a acusação de que seu partido "co-responsabiliza" os negros pela escravidão.

Direi de novo

Laura tem todo o direito de pensar o que lhe der na telha; a Folha pode ter a abordagem que quiser sobre o assunto, mas é inaceitável que se distorça a fala de um político ou se atribua a um partido uma avaliação que não é sua. A matéria de Laura Capriglione e as contestações de Alencastro àquilo que ninguém disse colaboram para deixar o leitor mais estúpido. O que se procura é a sua indignação, não a sua compreensão. Trata-se de um texto de militância.

Encerro

Escreve Laura: No primeiro dia, falou uma maioria de favoráveis às cotas, em um placar de 10 a 3. Falaram representantes de ministérios e de universidades favoráveis às cotas, e os advogados do DEM e do estudante gaúcho, além de Demóstenes.

Ela só deixou de informar que o ministro Ricardo Lewandowski convocou 40 pessoas. Escolheu um critério que resultou no seguinte "confronto": 28 são favoráveis às cotas e só 12 são contrários.

A reportagem da Folha, na forma como está escrita e editada, não quer debater coisa nenhuma. Quer esmagar o pensamento considerado errado, incômodo ou que adjetivo se escolha. Para tanto, não hesita em recorrer à mentira e à desinformação, que, como escreve Laura, "convoca emoções". O objetivo é silenciar a divergência e caracterizar os que se opõem às cotas como racistas ou idiotas.

Desta vez, Laura deu mais um passo depois de ter chagado ao limite. Pouco importa que posição se tenha sobre a política de reparação, os dois textos publicados na Folha são um exemplo, antes de qualquer outra coisa, de mau jornalismo. E duvido que alguém lá dentro consiga fazer uma defesa técnica daquilo que se publicou. Pode até fazer uma defesa corporativista. E burra! Como todo corporativismo.

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Eduardo Balduino
Assessoria de Imprensa
61-8137-0160

2010 – O ANO DO PINÓQUIO


O Estado mínimo, associado a um moderno capitalismo controlado por um sistema legal que proteja a sociedade contra os abusos dos empresários, mas estimule a livre concorrência, é a única forma de evitar que a parte mais calhorda da sociedade – suas bandas podres –, formada pelos canalhas esclarecidos, adquira o poder de controlar o país pelos instrumentos da corrupção, da prevaricação, e da prostituição da política, assim como pela ação do corporativismo mais sórdido que contamina as relações público-privadas.

Nada impede que este modelo de estado-minimo controlando uma sociedade capitalista seja fruto de uma administração civil-militar na sua fase de transição. Precisamos consertar os erros que nos levaram à Fraude da Abertura Democrática. Este é o único caminho para salvar o país da desgraça do domínio comunista que está batendo às nossas portas. Os bandidos estão no poder.



O mundo, em 2010, vai testemunhar ao que tudo indica o maior golpe já dado em um país para que um movimento partidário-prostituído assuma seu controle econômico, social e político.

Estamos na fronteira de uma ditadura organizada por uma fraude partidária chamada de PT, que deverá se perpetuar no poder por mais 20 anos, transformando o país em uma Cuba Continental comandada pela sórdida burguesia petista que praticamente já controla o país.

A pergunta que ficará nos anais da história da civilização ocidental será: como uma sociedade de um país continental beirando os 200 milhões de habitantes pode aceitar sua degeneração moral e sua tomada pelo movimento comunista internacional – representado no país pelo Fórum de SP – sem ao mesmo dar um tiro na defesa da democracia, da liberdade e da justiça social?

Os estudiosos tentarão achar uma resposta lógica para explicar como uma sociedade de um país, com condições de se transformar em uma das maiores potências econômicas do mundo, permitiu que seus poderes públicos republicanos fossem criminosamente aparelhados por quadrilhas organizadas e perguntarão: onde estava a “inteligência” legal e moral da sociedade capaz de evitar que o Brasil fosse transformado no paraíso da corrupção e da prevaricação, com um pano de fundo de relações público-privadas contaminadas pela prática do ilícito como princípio, meio e fim?

A resposta mais simplista e idiota que poderá ser registrada será atribuir ao Retirante Pinóquio a “genialidade política” de conseguir transformar, com sua liderança “estadista”-meliante, milhões de ignorantes e milhares de esclarecidos canalhas em cúmplices do golpe contra a sonhada democracia que vinha sendo perseguida pela sociedade brasileira, mas que passou a ser submissa a um Estado de Direito Comunista, simplesmente porque todos acreditavam na honestidade de princípios de uma fraude de ser humano em todos os sentidos que se queira avaliar.

Seria realmente uma genialidade política se este estado da arte de dominação pacífica de uma nação fosse fundamentado em uma ideologia sustentada com discursos que tivessem uma força ideológica honesta para a construção de um “mundo novo” apenas com o poder do convencimento à aceitação pelas massas das idéias de um líder ou estadista nato “vendedor” de um novo e revolucionário modelo socialista. MENTIRA! PURA CANALHICE!

O que realmente ficará registrado na história do nosso país através do trabalho de historiadores sérios é que não foi desse tipo de liderança a efetiva responsabilidade por um projeto de poder capaz de subjugar o Brasil - através de um movimento político corrupto por natureza -, um país continental com divisões de classes extremamente complexas de forma absolutamente pacífica. O que o canalha se aproveitou foi da xepa de séculos de degeneração moral de uma sociedade, uma destruição de valores e princípios fundamentais semeada pelos patifes esclarecidos das oligarquias apodrecidas.

A tomada do poder pelo PT em um impune estelionato eleitoral é o resultado final da infelicidade que nosso país ter sido ao longo de sua história dominado por oligarquias políticas calhordas que nunca se interessaram em construir uma grande nação democrática, livre, economicamente sustentável e competitiva.

Realmente, da maneira como o país, ao longo de sua história, foi edificado, o fez se transformar de uma Colônia em uma República, de um jeito que não podia dar certo. A semeadura da falência educacional e cultural, para manter as massas submissas aos canalhas das elites dominantes, produziu seus hediondos frutos que alimentaram a degeneração moral do país ao longo de sua história.

Uma nação, que começou colonizada por bandidos, chefiados por picaretas e criminosos, recebendo ordens do outro lado do mundo para acumular riquezas para poucos pela prática do mercantilismo que objetivava explorar o “novo paraíso de riquezas naturais” tinha que ter um ponto na sua história em que a degradação moral de sua sociedade - pelas oligarquias calhordas que foram se formando ao longo do tempo - chegaria ao estado da arte dos sonhos de todos os canalhas: a prática do ilícito como principal instrumento de enriquecimento dos grupos de poder.

De uma forma ou de outra, esses grupos sempre dominaram o país, mesmo no submundo civil do Regime Militar, com centenas de corruptos espalhados nos poderes públicos e prontos para dar uma facada nas costas das Forças Armadas assim que o poder voltasse às suas mãos. A Fraude da Abertura Democrática provou que o Regime Militar não completou adequadamente suas “tarefas” ao entregar o país para o controle do submundo do comuno sindicalismo e dos canalhas esclarecidos.

Talvez, o único momento de lucidez que a sociedade organizada do nosso país demonstrou ter na sua trajetória de subdesenvolvimento econômico e social ao longo de sua história, coletivamente, foi ter saído às ruas e pedir em 1964 uma dura intervenção militar para dar um basta nas tentativas dos traidores do país de transformá-lo em um repositório dos canalhas do comunismo decadente e genocida, que já tinham demonstrado a falência política e social de suas ideologias genocidas.

Infelizmente representantes dessa mesma sociedade – artistas, jornalistas amestrados, políticos, Igreja, grandes empresários, classe média, elites, academia entre muitos outros patifes traidores de nossa pátria – fazem agora a mesma coisa no sentido inverso: todos estão lutando no submundo da covardia apátrida e permitindo que o país seja absolutamente dominado por quadrilhas organizadas fantasiadas ou mascaradas com falsas idéias socialistas que a história já provou serem incompatíveis com a democracia, com a liberdade e com a justiça social. Nunca existiu e nem vai existir uma sociedade livre, digna e justa sob o manto de um sistema tão corrupto, genocida e decadente à semelhança de Cuba.

O final dessa triste história do nosso país na sua tentativa de tornar-se uma potência econômica e social, mas através dos séculos de prática de um processo cultural e educacional que não deu sustentação moral aos elos sociais fundamentados na honestidade e na moralidade, termina com a absoluta degeneração das relações públicas e privadas, o que abriu o espaço necessário para a definitiva tomada do poder público por quadrilhas organizadas que se estruturaram no submundo do comuno sindicalismo associados com os canalhas esclarecidos, especialmente essa academia sórdida que está vendendo a pátria em troca de sinecuras e garantia de uma vida profissional sem riscos, todos submissos a um sórdido corporativismo que domina o processo universitário público do país, que permite impunemente que um canalha diplomado, por exemplo, compre para seu gabinete uma lixeira de R$1000,00.

O ano de 2010 será o ano do Pinóquio se a sociedade não acordar.

Ou essa fraude humana e seus cúmplices serão alijados do poder por uma união nacional contra os canalhas da corrupção e da prevaricação, impedindo que seu maníaco sonho de poder perpétuo seja realizado através de sua cúmplice, ou, então, a sociedade fará nas urnas, manipuladas com o suborno generalizado e com o maior programa – o assistencialismo petista – de compra de votos que o mundo já conheceu uma covarde opção para que seus filhos e suas famílias se transformem em escravos de um Estado “Socialista”, que repetirá no Brasil a trajetória do ditador Fidel Castro em Cuba, mas aqui sob o comando do mais sórdido político que a história do nosso país haverá de registrar.

Façam suas escolhas e deixem seus filhos e suas famílias pagarem a conta de suas covardias corruptas e apátridas quando a provada nua e crua dualidade de uma sociedade comunista genocida bater às suas portas: a cumplicidade, ou a prisão. Se nenhuma das duas alternativas for aceita, a fuga ou a morte.

Geraldo Almendra

01/03/2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Breve análise da conjuntura

Caros amigos:
O Deputado Paulo Borges realizou uma pesquisa com as principais lideranças do Democratas de todo o Rio Grande do Sul, sobre qual deveria ser sua posição referente as eleições majoritárias de 2010. Ficamos extremamente agradecidos pelo retorno recebido dos amigos que confiam no Deputado e compartilham da sua forma democrática de atuar.
O resultado da pesquisa apontou que 84% dos Líderes Democratas que retornaram a consulta feita pelo Deputado Paulo Borges, desejam uma candidatura própria do Partido, que poderá ser tanto Paulo Feijó como Moacir Volpato. Ambos Líderes recebem o mesmo número de apoiadores. 6,5% dos partidários desejam uma coligação com o PTB e, o mesmo percentual 6,5% preferem uma coligação com o PMDB. 3% dos Democratas gostariam de ver o Partido apoiando a reeleição de Yeda Crusius do PSDB.
Na última segunda feira, dia 22, a Executiva Estadual do Democratas reuniu-se para discutir a situação do Partido no Estado e no País. O Deputado Paulo Borges, apresentou sua pesquisa e solicitou que o Partido defenda a candidatura própria como forma de respeitar a maioria dos companheiros que acreditam no 25. Segundo Paulo Borges, desta forma, no mínimo, será possível fazer uma maior bancada de Deputados Estaduais e Federais e ja servirá de preparação para as eleições de 2012, quando o Deputado pretende incentivar o desenvolvimento do Democratas, através do apoio incondicional aos candidatos à Prefeitos, Vices e Vereadores do Partido.
No que se refere a situação do Partido a nível nacional, acreditamos que José Arruda, apesar de ser um excelente gestor, está no lugar onde devem estar todos os corruptos, na cadeia. O Democratas é o único Partido do Brasil a expulsar um filiado, Governador, motivado pela corrupção. O PMDB fez isso com Sarney, Padilha e outros tantos? o PT fez isso com os 40 ladrões do mensalão? o PSDB fez isso com Yeda Crusius e Eduardo Azeredo? o PP expulsou Maluf ou José Otávio Germano? O PDT fez isso com João Luiz Vargas? Chico Fraga do PTB foi expulso? O Democratas soube cortar na própria carne e ser coerente com seu discurso sobre a ética.
Ontem Kassab foi caçado por um Juiz em primeira instância. Estranho é que o mesmo processo ja havia sido julgado e as contas aprovadas. Estranho é que os mesmos doadores do Kassab doaram pro PT e pro PSB e não aconteceu nada. Estranho é que, coincidentemente, o nome de Kassab aparecia, a cada dia com mais força, para candidato ao Governo do estado de SP ou para Vice Presidente da República. Tudo muito estranho...........
Os jornalistas gaúchos e brasileiros apressaram-se a anunciar o FIM DO DEM! Engraçado é nunca vi ninguém anunciar o fim do PT ou do PMDB ou do PP por envolvimento com corrupção. Mas bastou um Democrata envolver-se com corrupção para que anunciem o fim do Partido. Estará acabado um Partido que tem 14 Senadores, 58 Deputados Federais, 03 Vice-Governadores, 111 Deputados Estaduais, 497 Prefeitos, 512 Vice-prefeitos, 4.812 Vereadodres? Alguém ja reparou no tamanho do PDT? do PTB? do PCdoB? do PPS? do PSB? PP nacional? PSOL? e tantos outros.... O Democratas é a quarta maior força politica nacional e, portanto, não irá acabar.
Recebi hoje uma perfeita análise de Ademmar da Silva Camara, de Palmeira das Missões, que diz o seguinte: "a colunista do Jornal Zero Hora, Rosane Oliveira, em sua coluna denominada Página 10, escreveu hoje <23/02> "Minúsculo no Rio Grande do Sul e em crise no brasil, o DEM não precisa de pesquisa para saber que uma candidatura ao Piratini é inviável". Acho que a nobre colunista esqueceu que nas eleições de 2006 tanto o PSDB quanto o DEM , que hoje ela chama de minusculo, foram vencedores no pleito. Se tamanho de partido fosse determinante, a Governadora Yeda e seu Vice Feijó jamais teriam ganho a eleição. O vencedor deveria ser do PMDB, PT ou do PP que se vangloria que tem mais de 150 Prefeitos no RS. Quando o povo quer não tem partido grande ou pequeno que possa impedir".
O Deputado Onyx Lorenzoni - Presidente do DEM/RS anunciou que fará uma pesquisa para verificar se os filiados do Partido desejam ter candidatura própria e encomendará outra, para verificar da viabilidade eleitoral de nossos pré-candidatos. Sem sombra de dúvidas, esta modalidade democrática será muito positiva ao Partido mas não precisamos perguntar muito pra saber que Volpato e Feijó tem tanta ou mais densidade eleitoral do que Pompeu de Matos do PDT, Luiz Augusto Lara do PTB e até mesmo Beto Albuquerque do PSB. Mas esperemos pelas pesquisas na certeza de que o 25 irá sair fortalecido de todo esse caos imposto pela grande imprensa.
Grande abraço

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Marco Aurélio
Assessor do Deputado Paulo Borges
fones 51 32102630 51 99814476

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

DEM deve abrir processo para expulsar Paulo Octávio



A situação do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, no Democratas (DEM) está cada vez mais complicada. O deputado e um dos vice-presidentes do partido, Ônyx Lorenzoni (RS), disse, esta quarta-feira (17) que a Executiva Nacional deve abrir o processo disciplinar contra o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, para expulsá-lo do DEM.


A reunião está marcada para a terça-feira (23). O parlamentar gaúcho defende o mesmo posicionamento tomado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), e pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), os primeiros a defenderem a expulsão do vice-governador e dissolução do diretório regional do DF.


"Nos sentimos traídos por uma pessoa em que acreditávamos e apostávamos. Não tem jeito, tem que cortar na carne", afirmou Lorenzoni. Para o parlamentar, o senador Demóstenes Torres e o deputado Ronaldo Caiado estão corretos ao defenderem a abertura do processo contra Paulo Octávio.


Ônyx Lorenzoni acrescentou que esse posicionamento deverá ser tomado também pelo líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN). Contudo, o deputado ressalvou que, durante o carnaval, não conversou com ninguém do DEM sobre a situação do partido no DF.


Ele acrescentou que, se aberto, o processo deve seguir o mesmo rito adotado contra o governador licenciado, José Roberto Arruda, que teve um prazo de oito dias para defender-se. Antes de encerrado o prazo, Arruda desfiliou-se do Democratas.


O vice-presidente do DEM ressaltou que "a situação se agrava na medida em que o partido não tem nenhuma razão para suportar um desgaste que não é nacional. É um problema restrito ao Distrito Federal". Na reunião da próxima terça-feira, o parlamentar vai posicionar-se também pela dissolução do diretório regional da capital da República.


Demóstenes Torres, por sua vez, reafirmou que defenderá na reunião da executiva a expulsão de Paulo Octávio, a dissolução do diretório regional do DF e a abertura de processos de cassação contra deputados distritais envolvidos nas denúncias de corrupção no governo Arruda. "Não adianta fugir do problema."


Qua, 17 Fev, 02h21
Por Agência Brasil

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

STJ determina prisão de Arruda


É histórica a decisão do STJ de encanar este homem que esta desmoralizando não só a República, mas o próprio escândalo. Isso demonstra a urgente necessidade de uma reforma do judiciário.

A decisão do STJ privilegiou a constituição acima das manobras malandras dos Arrudas e Arrudinhas, que usam a pura letra da lei para fugir dela.

Eu sou um pobre advogado e sei que a lei tem várias formas de interpretação.

Existe a interpretação gramatical, sistemática, histórica e a interpretação teleológica que conforme o artigo cinco da lei de introdução ao Código Civil diz:

“Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.”

Como diz o axioma legal summum jus, summa injuria: o sumo direito é a suma injustiça, pois a Justiça não basta por si só e pode levar à própria ruína.

Segundo as lições do grande jurista Francesco Ferrara, o emprego exclusivo da interpretação gramatical estagna e mumifica o sentido do texto, impedindo sua adaptação às necessidades sociais sempre mutantes e dinâmicas.

Esperamos que o STF não ceda à vaidade e mantenha a decisão de uma inferior. Esperamos que o STF inaugure um período em que políticos são condenados, depois de mais de dez anos de paralisia.

Por Arnaldo Jabor - Jornal da Globo 11/02/2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Vereador Marcelo Dutra DEM, fala sobre abrir CPI para investigar Secretário de Obras do municipio.


O vereador do Democratas de São Pedro do Sul, pediu na tribuna da casa para que o prefeito Marcos Senger PT apure possível envolvimento do Secretário Municipal de Obras Loreni Maciel em irregularidades em compras de peças para o transporte escolar. O secretário foi citado por um comerciante local durante as investigações de uma Sindicância aberta na prefeitura. Ele teria pedido orçamentos em branco para o empresário. O Secretário nega as acusações e disse que são precipitadas e não verdadeiras, o ver. Marcelo disse que se a participação do Secretário for confirmada em novo depoimento do empresário, ele está disposto a abrir uma CPI na Câmara de Vereadores para apurar os fatos.

O Vereador Marcelo disse que _" não é justo que somente os funcionários e empresários sejam ouvidos e investigados, já que o nome de Loreni Maciel também foi citado".
Já o prefeito Marcos Senger disse:_" existe um grande mal entendido. O Secretário de Obras não lida com material escolar" afirmou.
Questionado sobre o fato do nome de Loreni, ser citado numa outra compra que tem nada a ver com a sindicância em andamento e ira aguardar o final do processo aberto depois investigar outro se necessário.

No texto do Relatório, a Comissão de Sindicância Investigatória pede a apuração da denúncia feita por um dos empresários envolvendo o nome do secretário de obras.








Formatação,Publicação e edição do Blog: Rafael Menezes ( rafa106@gmail.com )
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Fonte: Jornal Gazeta Regional Sáb. 23 de Janeiro de 2010. Edição 185
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

DEMOCRATAS ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DE VEREADORES DE SÃO PEDRO DO SUL


PRESIDENTE DO LEGISLATIVO ÂNGELO PARCIANELLO - DEM

A presidência da Câmara de Vereadores de São Pedro do Sul-RS, estará no comando de 2010 do Vereador do Democratas ÂNGELO PARCIANELLO.
Desejamos ao amigo e companheiro de partido sucesso nessa jornada para desempenhar bem suas funções como presidente do Legislativo de São Pedro do Sul.
Também fazem parte da Mesa Diretora da Câmara como Vice-Presidente a Vereadora Maria Cecy (Néca) PP e como primeiro Secretário o Vereador José Cláudio Goulart PTB.


Ver. Néca PP Vice-Pres., Ver. Ângelo Parcianello DEM Pres. e Ver. José Cláudio PTB 1º Secretário.

Contatos:
Web Blog: Rafael Menezes
e-mail rafa106@gmail.com